ONG Capivari Monos

 

           

            Pesquisas realizadas pelo Instituto de Botânica, da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo – SMA, em projeto de política pública constataram que, em meados de 2001, cerca de 590 espécies arbóreas eram produzidas nos viveiros do Estado de São Paulo, porém, a maioria deles concentrava sua produção em apenas 30 espécies, sendo praticamente as mesmas nos vários locais.
          Este fato ajudou a entender o que vinha acontecendo com a maioria dos reflorestamentos realizados nos últimos 15 anos, que estavam entrando num processo de declínio. Ou seja, nestes plantios utilizaram-se praticamente as mesmas espécies (baixa diversidade) e a maioria pertencente aos estágios iniciais da sucessão, espécies pioneiras e secundárias iniciais, que em geral apresentam ciclo de vida mais curto.
          Além disso, os viveiros, que não eram muitos, costumavam colher sementes sem qualquer critério e sempre priorizando as espécies mais “fáceis”, ou seja, aquelas que apresentam maior disponibilidade e quantidade de sementes, de fácil acesso, e boa germinação, o que muitas vezes coincide com o comportamento das espécies pioneiras. Desta forma, explica-se, em parte, o motivo pelo qual se encontraram muitas espécies pioneiras nos plantios analisados no estado de São Paulo.
          Tais fatos desencadearam um processo de busca pela qualidade na produção de mudas florestais nativas, frente às novas demandas e nível de conhecimento.
           A obtenção de mudas de qualidade envolve um processo longo e complexo, que antecede o momento da colheita, passando pelo beneficiamento, armazenamento, tratamentos pré-germinativos, semeadura entre outros.
           Atualmente, a Lei de Sementes e Mudas (Lei nº 10711, de 05/09/2003) e o Decreto 5.153, de 23/07/2004, regulamentam a atividade de produção de mudas de espécies nativas, requerendo o registro do viveiro no RENASEM (Registro Nacional de Sementes e Mudas), junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

 

Desenvolvido por: Enio Suzuki